Conheça mais sobre os 22 projetos vencedores da edição 2010 do Concurso Escola de Leitores, que beneficiou 660 professores e 14.617 alunos em ações de leitura nas cidades de Paraty, Natal, Rio de Janeiro e São Paulo.
Inicialmente pequena e desprovida de estantes, a sala de leitura da escola passou a ocupar um espaço um pouco mais amplo, que foi organizado, climatizado, teve seu acervo enriquecido e se transformou em um lugar concorrido. Ao mesmo tempo, a leitura do texto literário se tornou um eixo importante do trabalho realizado na escola. A atuação articulada de gestores, professores e alunos proporcionou a inserção da prática da leitura na rotina dos estudantes, tanto durante as aulas, quanto nas horas de lazer. Além disso, os alunos passaram a atuar como mediadores, proporcionando também à comunidade o acesso aos livros e à literatura.
Nesta escola, a maior contribuição do programa está relacionada à autoestima. O programa Prazer em Ler promoveu a reafirmação da escola perante à comunidade, que se envolveu de forma voluntária na reforma e pintura da sala de leitura. Já o acesso aos livros e à literatura foi incentivado por meio de eventos abertos à comunidade, oficinas e ações sistemáticas organizadas e realizadas pela equipe envolvida no projeto. Um bom exemplo foi o “Picolé Literário”: com um acervo previamente selecionado e acomodado dentro de uma caixa de isopor, periodicamente os alunos saíam da escola em grupos, levavam os livros para a casa de uma das famílias da comunidade e lá realizavam sessões de leitura para os moradores e seus vizinhos. No cotidiano, as práticas de leitura envolveram alunos, professores, gestores e funcionários da área de apoio escolar.
A escola destaca como aprendizagem proporcionada pelo concurso o rompimento com a ideia de leitura obrigatória e com atividades que inibem a imaginação e a expressão dos alunos. O projeto de leitura foi importante também para a recuperação de parte da história da escola, além de ter proporcionado a reorganização dos espaços e a inclusão da leitura literária nos diferentes eventos promovidos pela escola. A instituição passou a realizar empréstimos semanais, publicar um jornal literário e promover concursos de poesia, além de ser convidada a participar, com ações de mediação da leitura, de eventos promovidos pela comunidade.
Nessa escola, a leitura se tornou uma política norteadora das demais atividades. Com o projeto, além da oportunidade de conhecer mais profundamente diversas obras literárias, os alunos produziram textos e tiveram contato com diferentes gêneros textuais. Ao mesmo tempo em que implementou iniciativas simples e eficazes, como “A Hora de Ler” – um período de 15 minutos durante as aulas dedicado à leitura -, a escola construiu um novo espaço para abrigar sua biblioteca. O sucesso do projeto se deve ao envolvimento de boa parte do corpo docente, dos gestores, dos alunos - que também atuaram como mediadores - e da comunidade, que foi convidada a participar dos eventos de leitura promovidos ao longo do ano.
Participante do programa Prazer em Ler desde 2006, a escola conseguiu incluir a mediação da leitura como um de seus principais eixos pedagógicos. E tudo indica que o trabalho será duradouro, pois são diversas as ações desenvolvidas, dentre elas a circulação de malas de leitura, a declamação de poesias, a ação de leitura com pais antes das reuniões, a gincana literária e até produção de livros. Outro esforço da equipe envolvida no projeto foi a formação de novos mediadores. Nesta escola, os alunos se tornaram efetivamente co-responsáveis pelas ações de leitura: além de atuarem junto aos colegas, passaram a ser convidados por outras organizações da comunidade para realizar ações de mediação da leitura.
Uma das ações centrais do projeto Leitores de Ponta foi a organização e ampliação da Biblioteca Rancho, que proporcionou a toda a comunidade acesso aos livros e à literatura no período de férias escolares. Além da população local, o evento mobilizou outras escolas e organizações, gerando retorno financeiro para a comunidade.
A confecção das bonecas que serviriam de instrumento lúdico para contar histórias envolveu alunos e outras pessoas da comunidade. Depois de superar desafios para sua implementação, o projeto proporcionou a revitalização da biblioteca da escola, que já contava com bom acervo, e a circulação dos livros, por meio das ações de empréstimo.
A participação no programa Prazer em Ler contribuiu para sistematizar iniciativas relevantes que aconteciam na escola. A escola já contava com uma biblioteca estruturada e algumas ações voltadas à literatura. A premiação possibilitou o investimento na atuação de todos os professores como mediadores de leitura, a biblioteca passou a atender os alunos também na hora do recreio e foram implementados cantinhos de leitura em todas as salas. O elevado interesse dos alunos e professores pela leitura, o aumento do número de empréstimos, a ação articulada de todo o corpo docente e gestor e a presença de pais na biblioteca são bons indicadores do lugar privilegiado que a leitura literária passou a ocupar nessa escola.
Na pequena escola com duas salas de aula e duas professoras, as ações de leitura eram realizadas com dificuldades devido à inadequação do espaço e à restrição do acervo. O cenário se transformou com a doação de livros e a possibilidade de instalar a sala de leitura em um espaço maior. Com foco na cultura local, o projeto pretende promover o diálogo entre diferentes gerações, incentivando a interação entre pais, alunos e comunidade, por meio de leitura ao ar livre, debates, rodas de contação de histórias e resgate de antigas brincadeiras.
A escola já contava com uma biblioteca em boas condições e realizava mediações de leitura, graças à implementação da hora/aula de leitura, colocada em prática por todas as instituições municipais de ensino de Paraty. Com a premiação, houve investimento na aquisição de peças de mobiliário que tornaram o espaço ainda mais adequado para as ações de mediação da leitura. A ampliação do acervo, além de proporcionar o aumento de empréstimos, qualificou ainda mais a FLET, cuja 3a edição foi realizada em dezembro de 2010.
Além de reorganizar os espaços dedicados à leitura, a escola aproveitou o projeto para recuperar um pouco de sua história e produziu uma biografia da instituição. A equipe também realizou um trabalho a partir da obra do artista Bispo do Rosário, com registro em vídeo, e criou um espaço de leitura para bebês.
Levar a leitura para o maior número possível de pessoas, incluindo professores, gestores, funcionários e famílias, era de suma importância para a escola. Alguns dos principais resultados da participação no concurso foram a aquisição de acervo e melhorias na sala de leitura, que ficou mais aconchegante. O envolvimento da direção da escola e a autonomia aos professores foram pontos positivos do projeto. Segundo a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a premiação do projeto de leitura desta escola foi fundamental também porque revelou, valorizou e ampliou as possibilidades de um trabalho já qualificado que até então contava com pouca visibilidade na rede.
Além de contar com ações destinadas à promoção da leitura literária, o projeto se destacou por ter como foco a formação do corpo docente. Como consequência do investimento nos professores, a escola percebeu avanços na escrita e na expressão dos alunos. Houve também reforma na sala de leitura, que se tornou mais ampla e arejada.
A escola já desenvolvia ações com foco na leitura do texto literário. Com a premiação, além de uma reforma da sala dedicada à leitura, a instituição teve seu acervo ampliado e passou a oferecer livros em espaços alternativos. Outra ação foi a compra de publicações especialmente para o corpo docente.
Ao eleger como foco a origem dos estudantes, o projeto contribuiu para a melhor compreensão da cultura e da identidade de cada um. Houve também aquisição de mobiliário, sendo que as estantes antigas foram distribuídas em outros espaços da escola. Por ser uma sala de leitura pólo – que funciona como ponto de referência e apoio para unidades escolares vizinhas e suas respectivas comunidades –, a escola ampliou também o diálogo com outras salas satélites, que tiveram a oportunidade de participar de encontros com autores e demais eventos realizados como parte da programação do projeto premiado.
Para incentivar a leitura entre os alunos, a escola renovou o acervo e criou miniestantes em cada um de seus andares. Interessados em fazer da literatura um eixo das ações pedagógicas, os professores promoveram ações de leitura nas classes e notaram um crescente envolvimento dos alunos. A prova foi o intenso movimento de consulta e empréstimo livros.
O projeto propiciou a criação de uma sala de leitura mais atrativa para as crianças. Como resultado, os alunos desenvolveram uma grande intimidade com o local, que conta com mediadores de leitura e estudantes atuando como monitores. A escola também passou a realizar um abrangente trabalho de leitura junto à comunidade.
A escola envolveu no projeto de leitura a direção e os professores, que ficaram responsáveis pela mediação da leitura em todas as salas de aula. Outra iniciativa de sucesso foram os exercícios coletivos de reflexão, cujo objetivo era afinar o olhar e promover discussões sobre as ações de leituras realizadas.
A instituição encontrou uma solução interessante para suprir suas carências. Ao envolver profissionais da limpeza, organização e cozinha da escola, os professores ganharam apoio para a mediação nos diversos espaços da escola. Além de elevar o nível de leitura de todos, a estratégia gerou maior reconhecimento desses profissionais por parte dos alunos.
Com a intenção de multiplicar o número de mediadores de leitura, a escola investiu na formação de alunos do 7º, 8º e 9º anos. Coube a eles ajudar a envolver os estudantes do 4º ano nas ações de leitura, focadas em suas próprias histórias de vida. Preocupado com a continuidade do projeto, o novo grupo de mediadores assumiu o compromisso de participar da formação de outros agentes. No médio prazo, a proposta foi engajar a comunidade escolar em projetos com objetivos específicos, como a integração de jovens que vêm de escolas diferentes.
A principal ação desenvolvida nesta escola foi o envolvimento dos alunos, que após um processo de formação passaram a atuar como mediadores de leitura. A partir do engajamento e do comprometimento dos adolescentes, foi possível estabelecer uma rotina de mediação e um processo de formação de outros jovens. Como resultado destacam-se a maior autonomia dos estudantes nas atividades e maior frequência na troca de livros entre eles.
Para a implementação do projeto premiado, foram fundamentais a disposição e a articulação dos alunos, que participaram ativamente da reorganização do acervo e do espaço de leitura. A ação ajudou os professores a perceberem a necessidade de rever sua relação com os jovens e de atuar de maneira mais dinâmica e divertida em sala de aula. Um dos principais benefícios trazidos pelo projeto foi a formação de jovens mediadores, enquanto o maior desafio do corpo docente passou a ser o acompanhamento dos alunos.