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Conheça mais sobre os 22 projetos vencedores da edição 2010 do Concurso Escola de Leitores, que beneficiou 660 professores e 14.617 alunos em ações de leitura nas cidades de Paraty, Natal, Rio de Janeiro e São Paulo.

Escola Estadual Clara Camarão

Os Sentidos da Leitura

Escola Estadual Clara Camarão (Natal)


Inicialmente pequena e desprovida de estantes, a sala de leitura da escola passou a ocupar um espaço um pouco mais amplo, que foi organizado, climatizado, teve seu acervo enriquecido e se transformou em um lugar concorrido. Ao mesmo tempo, a leitura do texto literário se tornou um eixo importante do trabalho realizado na escola. A atuação articulada de gestores, professores e alunos proporcionou a inserção da prática da leitura na rotina dos estudantes, tanto durante as aulas, quanto nas horas de lazer. Além disso, os alunos passaram a atuar como mediadores, proporcionando também à comunidade o acesso aos livros e à literatura.

Escola Estadual Professora Stella Gonçalves

Abrindo as Portas do Saber literário

Escola Estadual Professora Stella Gonçalves (Natal)


Nesta escola, a maior contribuição do programa está relacionada à autoestima. O programa Prazer em Ler promoveu a reafirmação da escola perante à comunidade, que se envolveu de forma voluntária na reforma e pintura da sala de leitura. Já o acesso aos livros e à literatura foi incentivado por meio de eventos abertos à comunidade, oficinas e ações sistemáticas organizadas e realizadas pela equipe envolvida no projeto. Um bom exemplo foi o “Picolé Literário”: com um acervo previamente selecionado e acomodado dentro de uma caixa de isopor, periodicamente os alunos saíam da escola em grupos, levavam os livros para a casa de uma das famílias da comunidade e lá realizavam sessões de leitura para os moradores e seus vizinhos. No cotidiano, as práticas de leitura envolveram alunos, professores, gestores e funcionários da área de apoio escolar.

Escola Estadual Izabel Gondim

Sabores da Leitura

Escola Estadual Izabel Gondim (Natal)


A escola destaca como aprendizagem proporcionada pelo concurso o rompimento com a ideia de leitura obrigatória e com atividades que inibem a imaginação e a expressão dos alunos. O projeto de leitura foi importante também para a recuperação de parte da história da escola, além de ter proporcionado a reorganização dos espaços e a inclusão da leitura literária nos diferentes eventos promovidos pela escola. A instituição passou a realizar empréstimos semanais, publicar um jornal literário e promover concursos de poesia, além de ser convidada a participar, com ações de mediação da leitura, de eventos promovidos pela comunidade.

Escola Estadual Maria Cristina (Parnamirim)

Restaurante Literário

Escola Estadual Maria Cristina (Parnamirim)


Nessa escola, a leitura se tornou uma política norteadora das demais atividades. Com o projeto, além da oportunidade de conhecer mais profundamente diversas obras literárias, os alunos produziram textos e tiveram contato com diferentes gêneros textuais. Ao mesmo tempo em que implementou iniciativas simples e eficazes, como “A Hora de Ler” – um período de 15 minutos durante as aulas dedicado à leitura -, a escola construiu um novo espaço para abrigar sua biblioteca. O sucesso do projeto se deve ao envolvimento de boa parte do corpo docente, dos gestores, dos alunos - que também atuaram como mediadores - e da comunidade, que foi convidada a participar dos eventos de leitura promovidos ao longo do ano.

Escola Estadual Hegésippo Reis

Bairro Leitor

Escola Estadual Hegésippo Reis (Natal)


Participante do programa Prazer em Ler desde 2006, a escola conseguiu incluir a mediação da leitura como um de seus principais eixos pedagógicos. E tudo indica que o trabalho será duradouro, pois são diversas as ações desenvolvidas, dentre elas a circulação de malas de leitura, a declamação de poesias, a ação de leitura com pais antes das reuniões, a gincana literária e até produção de livros. Outro esforço da equipe envolvida no projeto foi a formação de novos mediadores. Nesta escola, os alunos se tornaram efetivamente co-responsáveis pelas ações de leitura: além de atuarem junto aos colegas, passaram a ser convidados por outras organizações da comunidade para realizar ações de mediação da leitura.

Escola Municipal Ponta Negra (Paraty)

Leitores de Ponta

Escola Municipal Ponta Negra (Paraty)


Uma das ações centrais do projeto Leitores de Ponta foi a organização e ampliação da Biblioteca Rancho, que proporcionou a toda a comunidade acesso aos livros e à literatura no período de férias escolares. Além da população local, o evento mobilizou outras escolas e organizações, gerando retorno financeiro para a comunidade.

Escola Municipal Cajaíba (Paraty)

Bonecas Contadoras de Histórias

Escola Municipal Cajaíba (Paraty)


A confecção das bonecas que serviriam de instrumento lúdico para contar histórias envolveu alunos e outras pessoas da comunidade. Depois de superar desafios para sua implementação, o projeto proporcionou a revitalização da biblioteca da escola, que já contava com bom acervo, e a circulação dos livros, por meio das ações de empréstimo.

Escola Municipal Parque da Mangueira (Paraty)

Mar de Leitura

Escola Municipal Parque da Mangueira (Paraty)


A participação no programa Prazer em Ler contribuiu para sistematizar iniciativas relevantes que aconteciam na escola. A escola já contava com uma biblioteca estruturada e algumas ações voltadas à literatura. A premiação possibilitou o investimento na atuação de todos os professores como mediadores de leitura, a biblioteca passou a atender os alunos também na hora do recreio e foram implementados cantinhos de leitura em todas as salas. O elevado interesse dos alunos e professores pela leitura, o aumento do número de empréstimos, a ação articulada de todo o corpo docente e gestor e a presença de pais na biblioteca são bons indicadores do lugar privilegiado que a leitura literária passou a ocupar nessa escola.

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Lendo São Gonçalo

Escola Municipal Marechal Santos Dias (Paraty)


Na pequena escola com duas salas de aula e duas professoras, as ações de leitura eram realizadas com dificuldades devido à inadequação do espaço e à restrição do acervo. O cenário se transformou com a doação de livros e a possibilidade de instalar a sala de leitura em um espaço maior. Com foco na cultura local, o projeto pretende promover o diálogo entre diferentes gerações, incentivando a interação entre pais, alunos e comunidade, por meio de leitura ao ar livre, debates, rodas de contação de histórias e resgate de antigas brincadeiras.

Escola Municipal José Carlos Porto (Paraty)

Festa Literária Escolar do Taquari - FLET

Escola Municipal José Carlos Porto (Paraty)


A escola já contava com uma biblioteca em boas condições e realizava mediações de leitura, graças à implementação da hora/aula de leitura, colocada em prática por todas as instituições municipais de ensino de Paraty. Com a premiação, houve investimento na aquisição de peças de mobiliário que tornaram o espaço ainda mais adequado para as ações de mediação da leitura. A ampliação do acervo, além de proporcionar o aumento de empréstimos, qualificou ainda mais a FLET, cuja 3a edição foi realizada em dezembro de 2010.

Classe em Cooperação Juliano Moreira (Rio de Janeiro)

Carioca Leitor Sim Senhor

Classe em Cooperação Juliano Moreira (Rio de Janeiro)


Além de reorganizar os espaços dedicados à leitura, a escola aproveitou o projeto para recuperar um pouco de sua história e produziu uma biografia da instituição. A equipe também realizou um trabalho a partir da obra do artista Bispo do Rosário, com registro em vídeo, e criou um espaço de leitura para bebês.

Escola Municipal Maria de Jesus Oliveira (Rio de Janeiro)

Literatura Gota a Gota

Escola Municipal Maria de Jesus Oliveira (Rio de Janeiro)


Levar a leitura para o maior número possível de pessoas, incluindo professores, gestores, funcionários e famílias, era de suma importância para a escola. Alguns dos principais resultados da participação no concurso foram a aquisição de acervo e melhorias na sala de leitura, que ficou mais aconchegante. O envolvimento da direção da escola e a autonomia aos professores foram pontos positivos do projeto. Segundo a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a premiação do projeto de leitura desta escola foi fundamental também porque revelou, valorizou e ampliou as possibilidades de um trabalho já qualificado que até então contava com pouca visibilidade na rede.

Escola Municipal Adlai Stevenson (Rio de Janeiro)

Literatura Infantil: Uma Proposta de Formação

Escola Municipal Adlai Stevenson (Rio de Janeiro)


Além de contar com ações destinadas à promoção da leitura literária, o projeto se destacou por ter como foco a formação do corpo docente. Como consequência do investimento nos professores, a escola percebeu avanços na escrita e na expressão dos alunos. Houve também reforma na sala de leitura, que se tornou mais ampla e arejada.

Escola Municipal Professor Affonso Várzea (Rio de Janeiro)

Prima, Refletindo Múltiplas Leituras

Escola Municipal Professor Affonso Várzea (Rio de Janeiro)


A escola já desenvolvia ações com foco na leitura do texto literário. Com a premiação, além de uma reforma da sala dedicada à leitura, a instituição teve seu acervo ampliado e passou a oferecer livros em espaços alternativos. Outra ação foi a compra de publicações especialmente para o corpo docente.

Escola Municipal Georg Pfisterer (Rio de Janeiro)

Leitura, Identidade e Preservação Ambiental

Escola Municipal Georg Pfisterer (Rio de Janeiro)


Ao eleger como foco a origem dos estudantes, o projeto contribuiu para a melhor compreensão da cultura e da identidade de cada um. Houve também aquisição de mobiliário, sendo que as estantes antigas foram distribuídas em outros espaços da escola. Por ser uma sala de leitura pólo – que funciona como ponto de referência e apoio para unidades escolares vizinhas e suas respectivas comunidades –, a escola ampliou também o diálogo com outras salas satélites, que tiveram a oportunidade de participar de encontros com autores e demais eventos realizados como parte da programação do projeto premiado.

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Mitificando Alencastro

Escola Municipal Alencastro Guimarães (Rio de Janeiro)


Para incentivar a leitura entre os alunos, a escola renovou o acervo e criou miniestantes em cada um de seus andares. Interessados em fazer da literatura um eixo das ações pedagógicas, os professores promoveram ações de leitura nas classes e notaram um crescente envolvimento dos alunos. A prova foi o intenso movimento de consulta e empréstimo livros.

Escola Municipal Professor Gilberto Bento da Silva (Rio de Janeiro)

Encontro com a Literatura

Escola Municipal Professor Gilberto Bento da Silva (Rio de Janeiro)


O projeto propiciou a criação de uma sala de leitura mais atrativa para as crianças. Como resultado, os alunos desenvolveram uma grande intimidade com o local, que conta com mediadores de leitura e estudantes atuando como monitores. A escola também passou a realizar um abrangente trabalho de leitura junto à comunidade.

EMEI Odileia Botta (São Paulo)

Biblioteca Circulante

EMEI Odileia Botta (São Paulo)


A escola envolveu no projeto de leitura a direção e os professores, que ficaram responsáveis pela mediação da leitura em todas as salas de aula. Outra iniciativa de sucesso foram os exercícios coletivos de reflexão, cujo objetivo era afinar o olhar e promover discussões sobre as ações de leituras realizadas.

EMEI Angelo Kretã (São Paulo)

Na Roda da História Quem Quiser que Conte Outra

EMEI Angelo Kretã (São Paulo)


A instituição encontrou uma solução interessante para suprir suas carências. Ao envolver profissionais da limpeza, organização e cozinha da escola, os professores ganharam apoio para a mediação nos diversos espaços da escola. Além de elevar o nível de leitura de todos, a estratégia gerou maior reconhecimento desses profissionais por parte dos alunos.

EMEF Padre Pegoraro (São Paulo)

História de Vida

EMEF Padre Pegoraro (São Paulo)


Com a intenção de multiplicar o número de mediadores de leitura, a escola investiu na formação de alunos do 7º, 8º e 9º anos. Coube a eles ajudar a envolver os estudantes do 4º ano nas ações de leitura, focadas em suas próprias histórias de vida. Preocupado com a continuidade do projeto, o novo grupo de mediadores assumiu o compromisso de participar da formação de outros agentes. No médio prazo, a proposta foi engajar a comunidade escolar em projetos com objetivos específicos, como a integração de jovens que vêm de escolas diferentes.

EMEF Marina Merlander (São Paulo)

Humanizando com Histórias

EMEF Marina Merlander (São Paulo)


A principal ação desenvolvida nesta escola foi o envolvimento dos alunos, que após um processo de formação passaram a atuar como mediadores de leitura. A partir do engajamento e do comprometimento dos adolescentes, foi possível estabelecer uma rotina de mediação e um processo de formação de outros jovens. Como resultado destacam-se a maior autonomia dos estudantes nas atividades e maior frequência na troca de livros entre eles.

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EMEF Vargem Grande

EMEF Vargem Grande (São Paulo)


Para a implementação do projeto premiado, foram fundamentais a disposição e a articulação dos alunos, que participaram ativamente da reorganização do acervo e do espaço de leitura. A ação ajudou os professores a perceberem a necessidade de rever sua relação com os jovens e de atuar de maneira mais dinâmica e divertida em sala de aula. Um dos principais benefícios trazidos pelo projeto foi a formação de jovens mediadores, enquanto o maior desafio do corpo docente passou a ser o acompanhamento dos alunos.